Textos

Aqui podem Ler textos enviados pelos conterrâneos

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Reflexão

Ali, naquele lugar, onde o ventre aconchegante de um vale longínquo fez acordar em mim uma nova existência, uma alma alada de açor veloz, um olhar suspenso como o orvalho matinal.Ali, naquele lugar, onde o presente teima em não ser amanhã, a assombrosa calma do silêncio fez-me relembrar quem sou.O rio transporta para longe os ruídos, as lágrimas e os fantasmas do mundo louco que deixei para trás.Envolta num serpentear de monte megalómanos, ora densos, ora austeros, deixo-me levar sem rumo, embalada pelo uivo do vento e pelo tímido afago do sol.Os cheiros, os sabores, as gentes, transportam-me para ambientes ancestrais; o meu coração bate agora com mais vigor – terei chegado a casa ?!

Sofia Capinha